Comunicação & Atendimento
Chamado de T.I. por WhatsApp: SLA que não existe e computador parado na linha
07 de mai. de 2026 · 5 min de leitura · Equipe ArkhiX
A balança da linha de embalagem parou de falar com o computador às 6h10. O operador mandou mensagem para o analista de T.I., que estava dormindo. A linha ficou parada até as 8h.
Quem resolve esta dor
Segunda, 6h10, linha de embalagem de uma fábrica de alimentos. A balança de checagem parou de mandar os pesos para o computador da linha. Sem o registro, a linha não pode liberar lote. O operador faz o que sempre fez: manda mensagem no WhatsApp para o analista de T.I. “Bom dia, a balança da linha 2 não tá comunicando.”
O analista entra às 8h. Está dormindo. A mensagem fica com dois tiques cinza. O operador manda para o supervisor, que manda para o gerente de produção, que liga para o gerente de T.I., que não sabe que balança é essa nem qual computador. Às 8h05 o analista chega, lê a mensagem, vai até a linha e reinicia o serviço. Dez minutos de trabalho. Duas horas de linha parada.
Na sexta anterior, o mesmo problema tinha acontecido. O mesmo analista resolveu do mesmo jeito. Ninguém registrou.
O que isso custa de verdade
Duas horas de linha parada é o custo da segunda-feira. O custo do mês é o padrão: se a balança falha toda semana e cada vez custa duas horas, o T.I. está “resolvendo rápido” um problema que deveria ter sido eliminado na segunda ocorrência.
Num cenário ilustrativo: uma fábrica com 30 computadores no chão de fábrica, entre balanças, coletores, IHMs e terminais, tem algumas dezenas de chamados por mês que nunca são registrados. O gerente de T.I. não consegue justificar um segundo analista porque não tem número. A produção não confia no T.I. porque não tem prazo. Os dois lados têm razão e nenhum tem dado.
E o computador da linha, comprado em 2019, sem garantia, sem backup da configuração da balança: quando morrer, alguém vai descobrir que ninguém sabe qual era a versão do driver.
Por que acontece
O chamado não existe como chamado. Existe como mensagem, telefonema ou grito no corredor. Sem registro, não há fila, não há prioridade e não há histórico. O analista atende quem gritou mais alto ou quem é mais amigo.
Não existe catálogo: o operador não sabe se o problema da balança é T.I., manutenção ou automação. Manda para quem ele conhece. Não existe SLA: “urgente” é a palavra de todo mundo, então não significa nada. E os equipamentos de T.I. da fábrica não estão inventariados como ativos. O computador da linha 2 não tem número, não tem histórico, não tem plano.
O que fazer a partir de segunda-feira
- Um canal só para chamado. E-mail, formulário, planilha. Escolha um e combine: fora dele não é chamado.
- Defina três níveis de urgência com prazo. Linha parada: resposta em 30 minutos. Impacto em uma pessoa: 4 horas. Melhoria: uma semana. Escreva e divulgue.
- Inventarie os computadores do chão de fábrica. Onde está, o que roda, para que serve, quem depende dele. Cole uma etiqueta com o código em cada um.
- Registre toda ocorrência, inclusive a resolvida em dois minutos. É o histórico que mostra o problema recorrente.
- Revise os chamados do mês com a produção. Quinze minutos. O que mais parou, o que mais demorou, o que precisa ser eliminado.
- Defina quem cobre fora do horário. Escala de sobreaviso, mesmo que seja só para os chamados de linha parada.
Como fica no ArkhiX
Em Chamados T.I., o Catálogo de cards apresenta ao operador as opções que ele entende: “balança não comunica”, “coletor não liga”, “acesso a sistema”. Ele escolhe o card, e o chamado nasce com a categoria certa e o SLA por urgência já definido. Abrir chamado funciona no terminal do chão de fábrica, com o crachá, sem precisar de e-mail.
O Card nas estações vai além: cada computador da linha tem um QR que abre o chamado já com o equipamento identificado. O operador aponta o celular, escolhe o problema, pronto. A Mesa do T.I. vê a fila por urgência, com o prazo correndo, e o operador acompanha em Meus chamados sem precisar mandar mensagem para ninguém.
Equipamentos de T.I. é o inventário: cada computador, balança e coletor com histórico de chamados, configuração e localização no layout. O terceiro chamado da balança da linha 2 aparece como recorrência, com o histórico do que foi feito nas duas primeiras. A avaliação do atendimento fecha o ciclo, e o gerente de T.I. tem número para conversar com a produção.
Checklist
- Existe um canal único de chamados e todo mundo sabe qual é
- Os níveis de urgência têm prazo escrito e divulgado
- Os computadores do chão de fábrica estão inventariados e etiquetados
- Todo atendimento é registrado, mesmo o de dois minutos
- Consigo dizer qual equipamento mais gerou chamado no último mês
- Existe cobertura definida para chamado de linha parada fora do horário
Se a mensagem com dois tiques cinza às 6h10 já parou uma linha na sua fábrica, vale ver o catálogo e a mesa de chamados funcionando com os equipamentos do seu chão de fábrica.
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