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Nuvem & Tecnologia

Recurso ligado que ninguém usa, recurso pedido que ninguém liberou

22 de abr. de 2026 · 5 min de leitura · Equipe ArkhiX

A unidade de Joinville paga por um módulo de frotas sem ter um caminhão. A de Campinas pediu o andon há quatro meses e ninguém sabe se está no contrato. A mesma fatura, dois erros.

Quem resolve esta dor

Sexta, 15h, financeiro de um grupo com três fábricas de usinagem. A analista está conferindo a fatura anual do sistema de gestão e encontra um módulo de frotas cobrado para a unidade de Joinville. Joinville não tem caminhão. Terceirizou a logística há dois anos. O módulo foi ligado na implantação, ninguém desligou, e a fatura vem passando.

Na mesma tarde, o gerente de produção de Campinas liga para o T.I. pela terceira vez perguntando do andon. Ele pediu em janeiro. O T.I. abriu chamado com o fornecedor em fevereiro. O fornecedor respondeu que “depende do contrato”. O comercial do fornecedor está em outra conversa. Ninguém em Campinas sabe se o andon está contratado, se tem limite de estações, ou se precisa de aditivo. Quatro meses.

Na mesma empresa, no mesmo dia: um recurso pago que ninguém usa e um recurso pedido que ninguém libera. E ninguém consegue ver a lista do que está contratado, para quem, com que limite.

O que isso custa de verdade

O módulo de Joinville é o custo visível: um ano de licença sem uso. Num cenário ilustrativo, um grupo com três unidades e trinta módulos contratados tem alguns pagos sem uso e alguns usados pela metade porque o limite de usuários ou de estações foi atingido e ninguém pediu ampliação.

O custo escondido é o andon de Campinas. Quatro meses sem o recurso são quatro meses de parada não sinalizada, de supervisor descobrindo o problema andando pela linha. O gerente pediu a ferramenta certa e o processo de liberação a deixou parada num e-mail. E ele aprendeu: da próxima vez, não pede. Compra uma planilha, um quadro branco, uma gambiarra. E o sistema fica com fama de “não faz”.

Por que acontece

O contrato é um PDF no jurídico. A lista de módulos por unidade está na proposta comercial de três anos atrás. O que está ligado de fato só o fornecedor sabe, e a resposta depende de quem atende.

Não existe uma tela onde o gestor da conta vê: esta unidade tem estes recursos, com estes limites, usando tanto. O pedido de recurso novo não tem fluxo: vai por e-mail, chamado ou telefonema, e cai na fila de quem tiver tempo. E o desligamento nunca acontece, porque ninguém é dono de perguntar “ainda usamos isso?”.

O que fazer a partir de segunda-feira

  1. Faça a lista do que está contratado por unidade, com o limite de cada item. Peça ao fornecedor por escrito. É seu direito.
  2. Confira uso contra contrato. Módulo por módulo: quantos usuários ativos, última vez que alguém entrou. Sem uso em 90 dias, pergunta.
  3. Nomeie um dono do contrato. Uma pessoa que aprova ligar e desligar, e que revisa a lista a cada trimestre.
  4. Crie um fluxo de pedido de recurso, mesmo simples: quem pede, quem aprova, quem aciona o fornecedor, prazo de resposta.
  5. Pergunte a cada unidade o que falta. O gerente de Campinas não é o único esperando algo que talvez já esteja contratado.
  6. Desligue o que não usa antes da próxima renovação. A fatura não vai cair sozinha.

Como fica no ArkhiX

Em Recursos do Sistema, o catálogo mostra, por unidade, o que cada solução entrega: cada recurso com seu status (ligado, desligado, disponível para habilitar), o limite contratado e o uso atual. O contrato habilita o recurso, e a tela reflete o contrato. O gestor da conta vê que Frotas está ligado em Joinville com zero veículos cadastrados e desliga dali mesmo.

O andon de Campinas aparece como recurso disponível dentro de Produção, com o limite de estações do contrato. Se está contratado, o administrador liga. Se não está, o pedido de habilitação sai da própria tela, com o aditivo necessário, e o gerente de produção acompanha o status em vez de ligar para o T.I. Ligar, ajustar e suspender fica registrado na trilha, com quem fez e quando.

Quando um recurso é liberado, ele expõe a integração correspondente na Central de Integrações: o andon ligado já pode receber os eventos da máquina. E o Painel de ROI mostra o que foi prometido na proposta contra o que o sistema mediu, por recurso, o que ajuda a decidir na renovação o que fica e o que sai.

Checklist

  • Tenho a lista do que está contratado por unidade, com limites
  • Sei quais módulos não têm uso nos últimos 90 dias
  • Existe um dono do contrato que aprova ligar e desligar
  • O pedido de recurso novo tem fluxo com prazo de resposta
  • Cada gerente de unidade sabe o que está disponível para ele
  • Revisei o contrato antes da última renovação

Se a fatura de sexta à tarde da sua empresa também tem um módulo de frotas sem caminhão, vale ver o catálogo de recursos montado com as suas unidades e o seu contrato.

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